
Olhos Tais...
Data 11/05/2013 23:46:43 | Tópico: Poemas
| Fulgem em meus olhos tantos e tais (Como que se fossem feitos de mil metais) O brilho do amor que trago por dentro Que o brilho do sol se torna mui pequeno E meu amor o maior de todos os animais.
Sinto fragrâncias deliciosas, tantas e tais, Que queimam o meu corpo variados incensos Os vapores que emito são tão densos e intensos Que abalam as estruturas duvidosas dos cristais.
Ardem em mim fogos fabulosos e multicoloridos, Queimam, em brasas, o meu corpo tantos incensos Que mesmo que me invadam mais de mil e um rios Não seriam refrigerantes do sol que trago por dentro.
Resplandecem em meus olhos tantos e tais Como que se fosse feito de mais de mil metais Uma vontade louca de ser novamente menino E de hora para outra de ser apenas um passarinho Vontade de me livrar desse desejo ferino e estranho Que move todo meu ser e os meus olhos castanhos Em cantos sem encantos e sem nenhum encantamento.
Mundo sereno e pequeno mundo mudo... Como aquela multicolorida borboleta Que pelos ares baila, e, feliz, pompeia Sem procurar pela riqueza ou felicidade Pois a Natureza é a mãe sábia da Verdade E furta de uns o que a outros dá por cadeia.
Por isso Fulgem em meus olhos tantos e tais Por isso O brilho do sol se torna muito pequeno E o meu amor o maior de todos os animais!
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