
Infância e Adolescência
Data 12/04/2013 18:00:13 | Tópico: Poemas
| O Barulho dos trovões, ao longe (3)
O barulho dos trovões, ao longe E a chuva que caia lá fora, Trouxeram-me, novamente, à memória, A vida que levava, e não me foge.
Lembrei-me do almoço aos domingos Mamãe, papai, irmãos, todos à mesa Várias visitas, todos eram bem-vindos. Uma família, bem feliz, tenha a certeza
Mamãe, ao fogão, era uma artista Criando formas, aromas e sabores, Cozidos, assados, mil quitutes. Deliciosos, que enchiam nossa vista
Após a refeição, inda à mesa, Papai, ao bandolim, tocava hinos Que juntos cantávamos, alegres... Assim era o almoço, aos domingos.
Depois, nos levantávamos, devagar, E para a sombra, papai nos convidava. Idéias, opiniões, compartilhar... Assim a nossa tarde se passava.
Irmãos maravilhosos, sempre juntos, Tudo era motivo para brincar... Um ao outro, chamando por apelidos Que nos uniam, ao invés de afastar.
Momentos de ternura, inesquecíveis, Eu não sabia, não podia imaginar Que eu, por motivos tão incríveis Um dia abandonaria aquele lar (*)
Andei fugindo, me afastei, na juventude; Perdido nos meandros do alcoolismo... Magoei a todos que me amavam... Eu hoje me arrependo... Como pude?
Andei tão longe, imerso em mim mesmo. Sem ter ninguém me esperando, onde ir? Pensei que a morte fosse a única saída, E que fugir da vida fosse o termo.
Nesse tempo eu só pensava na morte, A depressão calara muito fundo em mim. Jesus mudou para melhor a minha sorte. Fez um milagre! Recuperou-me, eis me aqui
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