
o corvo pode ser azul
Data 18/05/2013 14:29:33 | Tópico: Poemas
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não levamos as sementes em pratos de prata para servir cubos de gelo no meio do deserto molhado não enxugamos as lágrima dos surfistas. nem aplainamos as ranhuras em chapas de crostas granuladas
a gaze age no azul de metileno as patas abrasam sobre o coral, quando o espelho tridimensional mede as imagem perdidas vamos para fora da cidade tão de repente vamos partir sua reação foi tão positiva
o corvo pode ser azul e responder numa frase melódica o enigma da floresta chinesa. Que importa que mendigos habitem os becos podres, quando ontem o seu amado procurou uma prostituta dizendo que queria uma gueixa? não me desculpe, não se desculpe nunca se desculpe, não me sinto arrependido mas aquilo parecia mesmo importante. eu sabia que ontem não era hoje Deixe sempre acesa uma luz um filamento de lâmpada incandescente, e a noite será de ouro, lentamente, reluzente à beira da sarjeta.
Azul pré-primavera, na preamar vegetação congelados de vez abaixo da nevasca deste mês. não se esquece nada, nunca se esqueça, não esqueça o que é desnecessário. Todo o nosso império se cala ante essa voz apenas leve a sério o que está em sua mão. ferro derretido em aspersão ante o mês de abril perdura numa dispersada febre de digitação permeada de figuras negras.
É como se pensava, até o fim da vida dobrada, mas tudo é tal como mesmo é como é sem esperança e fé.
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