
A Pobre Catraia, Desavisada
Data 09/04/2013 02:56:55 | Tópico: Poemas -> Crítica
| Eu tremo, só, por antever O que lhe vai acontecer Àquele seu tão belo sorriso À sua híper doce jovialidade A toda aquela sua irradiante simpatia E, à sua tão viva felicidade Que, naquele fatídico dia, Sofreu um tal golpe, de rude crueldade
Eu até tenho receio de vaticinar O que, com ela, vai-se passar O que vai, então, lhe suceder Quando a sua Alma, desacordada, Deixando de estar desavisada O seu Mundo vai começar a entender E ela, então, desesperada Tão nova, irá sentir-se a perecer...
Logo, renascerá pessoa amarga Que vê a vida tal pesada carga Posta, em seus ombros, pelos tais Que, usando de atitudes pouco racionais E, de uma desmedida hipocrisia Em nome de um hipotético Amor Norteados por um tremendo despudor Transformaram, em noite, o seu dia
Oh, pobre catraia, coitada... Tu, que ainda ontem tinhas tudo, Hoje, tu vês-te com tão pouco, ou nada Pois, falta-te aquela mão de veludo A que tu estavas já tão habituada... O teu caminho, tu vais ter que percorrer Na cruel eminéncia de perecer Sem voltar a conseguir sentires-te mimada
Tu deixaste que interferissem na tua vida Mesmo, sabendo-os de uma desfaçatez desmesurada E, tu sentias-te uma pessoa tão querida... Tu, pobre Catraia, desavisada Tal Madalena arrependida... Tu fizeste-te, e à tua Alma, uma renegada... E, mesmo que, na vida, tu venhas a ter tudo Tu irás sentir-te sempre uma pobre, sem nada...
Pois, como escudo da tua inglória verdade Nada mais encontrarás do que a infame saudade
apsferreira
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