
Um ciclo repetitivo repetido
Data 05/04/2013 23:23:04 | Tópico: Poemas
| Doloroso, a cada passo O sujeitinho engraçado Da rua um pouco atrás Debruça-se para a frente Como se numa varanda estivesse.
Doloroso, entenda-se a olhos De quem o vê, sempre caindo No imóvel e escuro desprezo De mais um dia qualquer Em que gente triste vê vizinhos.
Pois o sujeito como que gira Como que tem um caminho Sempre o mesmo caminho Por onde tem de passar e por isso Gira, gira, gira. Não pára de girar.
A outro dia, a mandar-se da varanda Dos olhos de tanta outra gente O sujeitinho engraçado morreu No engraçado pormenor de estar vivo E voltando no dia seguinte a girar.
Tal sujeito girava entre as coisas Que a ele lhe traziam felicidade. Por entre o ciclo da sua realidade E a sua lealdade era para consigo. O amor que trazia era benigno.
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