
NORMA
Data 25/03/2013 02:05:01 | Tópico: Prosas Poéticas
| NORMA
Pelas ruas sozinha ela caminhava... Ainda vestida de camisola, Norma estava. Poucas horas antes do amanhecer, Numa madrugada chuvosa, mas não fria... Era outono, temperatura agradável. Levava sobre o ombro, o casaquinho amarelo que ele lhe dera, Quando ainda estavam juntos, na última primavera...
Ruas vazias, ninguém por ali andava... E ela seguia sem rumo certo: Decidira sair de casa.
O tic tac do relógio na parede, a incomodara na noite insone. Pegou apenas o guarda chuva e o casaquinho, caso sentisse algum frio. E batendo a porta do apartamento, ganhou a rua para caminhar... Não sabia como resolver as coisas. A indecisão lhe acompanhava nos últimos dias... Tirava-lhe o sono, O que faria?
Mudar para outro lugar, seria a solução, Ou ali mesmo ficar, numa cidade de ilusão? Norma criara uma norma para sua vida: Se aqui ou ali, não estivesse dando certo, Para outro lugar ela iria. Era o seu 'espírito cigano' Nesses instantes, que prevalecia.
Fátima Abreu
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