
Coração
Data 07/03/2013 16:29:40 | Tópico: Textos
| Alvejar um coração dorido
Quanto mais tento caminhar na tua direcção, tudo me parece longe com a terrível visão de querer chegar e não conseguir. Por consequência da vida e das suas demais fatais escolhas, navegante aqui me encontro, em busca da felicidade e carinho dos dias modernos, sabendo que tudo se encontra em "metamorfose" cínica e deplorável. Não alternando o rumo onde me revejo vezes sem conta, vejo-a e aprendo a lição demorada que somos todos tão iguais mas todos tão diferentes. Quando penso na verdade, sou tentado ao esquecimento por esta ser nua e cruel, pois viver a seu lado é altamente doloroso. Garantidamente existe uma fonte de felicidade, onde toda a minha possante escapatória de dias injuriados se pode desobrigar do comum e sádico momento de tristeza, pois quando se olha demasiado tempo para o abismo, o abismo também nos observa lá do fundo. Atravesso momentos de saudade, quais despojos que já sumiram com o tempo, onde recorrendo a minha calma e bem estar, me submeto ao silêncio e sorrio, deixando a ferida do desgosto passar sem me arrastar com ela, permanecendo a cura escondida algures no átrio da compaixão mais digna e verdadeira. Sem duvida alguma, recebi uma forte lição de moral sobre sentimentos, onde sem darmos conta tudo parece uma ilusão. Ao lesado, cabe a missão de unir esforços e compensar com as melhores coisas da vida sabendo ou não que mais tarde será recompensado. Recorremos à dura experiência, para controlar os nossos impulsos...nossos desejos mais profundos e carismáticos se potênciam em persuasão de uma nova entidade, levando-nos muitas vezes ao desespero, carência e solidão, provocando a batalha e a mais difícil actualmente: A FELICIDADE! O que nos faz pensar que hoje somos inteiramente felizes com a pessoa ideal? Nunca saberemos ao quanto somos felizes, nunca na vida, porque só o saberemos no momento da partida onde tudo voltará a surgir no pensamento ( amor, ódio, saudade e a felicidade). Saberemos ser felizes, assim que nos conseguirmos rir de nós próprios, pois aí está garantidamente a base de toda a modesta felicidade. Sonham ser felizes? Se não gostam de vidas fantasiadas, não ousem sequer viver um sonho, pois acordarão sempre deitados julgando que vão morrer de pé.
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