
A trança transborda a taça
Data 20/02/2013 22:46:27 | Tópico: Poemas -> Fantasia
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" ...e o diacho,no relaxo,enche a pança de cachaça ... É o fim, da temperança, e começa, a comilança ..."
Pega a trança... entrelaça ... não descerra ... Presta fiança, a desgraça, não abraça, desemperra, devagar - que ela ai então vem mansa. Lá no meio, da andança, desenterra, sem tardança, vê bonança, na fumaça, esvoaçante, da barcaça, que avança, sem nenhuma desconfiança.
Não destrança, tudo cerra, e com graça, afiança, bem no seio da arruaça, demasiada intemperança,. Berra e alcança, só relança, mas não cansa, vê aquela semelhança, na couraça da carcaça ... que estilhaça... traça linha ... na argamassa da vidraça.
Mexe a trança, nada emperra, mas encerra, a mudança. A malícia, não descansa, numa guerra, é vingança, nesta terra faz aliança. Se é o bem, que avança, todo mal, então desterra, e um diabrete, é recebido lá na cancha, com festança, e um banquete é servido, na mais fina das faianças. Deslumbrando, a vizinhança, e o diacho, no relaxo enche a pança de cachaça ... É o fim, da temperança, e começa, a comilança, sem mordaça... por pirraça ... - sem que nada satisfaça.
Nessa trança, o trançado, não trespassa, a paz enterra, com pujança, tudo fere, não amansa, como ponta de uma lança, como maça, que transpassa o metal da carapaça. Não descansa, sempre erra, não há nada, que desfaça, mas ainda, embaraça ... é uma forma de cobrança ... que soterra a trapaça da balança.
O fim nunca alcança, mas é feito, com confiança, tem a dança, a contradança, tudo passa, descompassa, e tem toda semelhança, para manter a liderança, transbordar, aquela taça, sustentar, uma lembrança toda ela, que se embaça, nesta terra tão escassa, garantindo a herança do segredo, demoníaco, a lambança sem efeito ... que a tudo contrabalança ... - e por mais que faça graça, quase sempre só fracassa.
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