
,algures, tardiamente
Data 30/01/2013 01:54:16 | Tópico: Poemas
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,que o tempo não pare, nem deixe de parir tempos!
(I)
,e eu abrando, repetem-se cenas, visões, nenhures imaginados, criações sem nuvens em redor, ou alfazemas do campo agarradas à terra seca, gretada,
,e eu abrando,
,o amar torna-se ridículo, quando regressam os odores conhecidos, como se à tarde existisse sempre, sempre um esconder do sol,
,ou um poema por ler.
(II)
,transmuda-se a pele em escamas, pela viagem sem partida, sem gestos,
mímica que os nevoeiros escondem, tapam, ,lenços brancos esvoaçam símiles a bandos de pássaros em migração constante, sem tino, sem rota, loucos.
(III)
,quantos os loucos.
(IIII)
,um dia abate-se o céu pelo peso das estrelas,
,eu, abrandar-me-ei,
agitando esse pó que me cobrirá inexoravelmente, implacável o ondear sem reflexo, nexo,
figuras, sombras, pessoas,
uma amálgama que se debaterá então.
,o tempo parará a loucura, ,as aves morrerão em pelo voo, suspensas, acamadas nos cirros estáticos, eternizados, enraizados no parir dos tempos.
(IIIII)
,e eu repetirei-me-ei, ,sem pejo, impedimento;
“-As amendoeiras renasceram em flor, algures, tardiamente.”
Textos de Francisco Duarte
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