
Brincando
Data 12/01/2013 23:46:20 | Tópico: Poemas
| Brincando
Estou pensando num homem curioso. Que me parecia, inofensivo, casto. Tem dois amores. Um sereno, terno. O outro, dá-lhe cabo do canastro.
A sua cara parece á primeira vista. A de um tipo, que não parte um prato. Tem ares de seminarista aposentado. Olhos perspicazes e dentinhos de rato.
De manhã, um pouco serumbático, Ar peregrino, aéreo e bem penteado. Geralmente um dos amores fica na cama. Outro o espera com olheiras de cansaço.
Assim, começa outro dia de odisseia, Inventando maneiras e processos. De tornar aquela óptica engenhosa. Em curvas que não causem embaraços.
Pesquisa, bisbilhota, sonha e vê sereias. E aqueles neurónios vão matraqueando. Et pour non chauffer la chaise, eleva-se. E histórias hilariantes vai arquitectando.
Ardiloso, matreiro, a voz bem colocada. Sorriso malicioso, palavras bréjeiras. Que a latinada não lhe era adequada. Nem sonhos com anjos, padres ou freiras.
De máquina fotográfica na mão, é vê-lo. Bonacheirão nariz franzido, olhos ás gelhas. Fotografando in extremis e conformado. Em vez de caras giras, tantas caras velhas!
Mas sempre prazenteiro, prestativo Desenrasca os aflitos de qualquer aperto. Sortudo de um amor não ter ciúmes Trabalhando para outro, como um preto.
É o jornal, poesias, o ciclo de leitura. Fotos, filmes, prosas e sei lá que mais! Pronto a ajudar, fontes e quejandos. Mas a voz é prodigiosa, nos jograis!
Agora, vou eu trocar lhe as voltas, Sou observadora, não espirituosa No computador, também eu fui clicando E maquinando esta história, maliciosa.
Vólena
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