
,abana os ventos
Data 10/01/2013 20:39:22 | Tópico: Poemas
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,revela-me a noite
(I)
como se a perfeição existisse, sem adjetivo, sem palavra,
e envolve-me nesse manto feito teu corpo.
,sempre soube das pedras perdidas pelo mar, das montanhas submersas, inóspitas, isoladas,
quais armadilhas de navegante ,as visões. ... (II)
,abana os ventos, abana-os em rodopios, revira-os, que quebrem os mastros libertando as velas gastas, e, no final, que o barco se arpoe mar adentro.
,revela-me o dia,
(III) ... um dia,
a cada segundo, em cada momento,
faz-me recordar o que sempre quis esquecer,
este esquecimento de mim.
(IIII)
,[e envolve-me nesse manto feito corpo teu],
só.
Textos de Francisco Duarte
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