
Exposto
Data 31/12/2012 18:18:49 | Tópico: Poemas
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Eu! Como posso ter Meu eu? Se só posso possuir No mínimo para viver Um mito do eu.
Suo a camisa Para possuir o que quero Trabalho, trabalho Mas, porém, toda via Nada, pouco resultado Eu obtenho. Eu não posso ser Pior do que sou.
Para um bom entendedor Não desejo ser um todo possuidor O que me proponho é... O meu é, que é incerto, protestar Com certeza imediata: Leva-me a beleza da solidão.
A imensidão da mente Desmente tudo que penso ser certo. Flutuo numa infinita estrada Ladeadas por imensas estrelas. Cometas velozes circulam no tempo Ao redor das gigantes siderais. Me levando ao limite da exaustão mental.
Suplico! Minha consciência pede mais: Suplico por novos tempos Novas ilusões e novas ideias; Às que tenho não me servem E só me expõe aos inimigos, Ferozes inimigos Destruidores, inimigos que ferem E numa investida matam E enterram vidas Em covas de aço.
Chicão de Bodocongó Campina Grande, 30 de dezembro de 2012 Às 16h03min
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