
Meu Sertão (cordel)
Data 09/12/2012 12:56:36 | Tópico: Poemas -> Sociais
| MEU SERTÃO Paulo Gondim 01/12/2012
Meu sertão quando tá seco É triste de fazer dó Seca água nos açudes A pastagem vira pó Morre o gado no curral E o galo no quintal Não canta, pois ficou só
Chega a noite, o sertanejo Olha o céu e desvanece A nuvem escura sumiu A barra desaparece Vai dormir desconsolado Acorda desanimado E a tristeza permanece
Mas o nordestino é forte Não se cansa de esperar Mas um dia a sorte muda É preciso confiar Olha pro céu novamente Sonha ver alegremente A chuva logo chegar
E quando a chuva aparece Até o pó vira lama O Galo volta a cantar O gado come na rama Tendo chuva, tem fartura Arroz, feijão e mistura Toda noite amor na cama
E com chuva no Sertão A natureza floresce O sertanejo se alegra E da mulher não se esquece Não liga mais pra fraqueza Nove meses, com certeza, Menino novo aparece!
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