
,escrevo contra o que me lembro
Data 30/11/2012 21:30:20 | Tópico: Poemas
| . . . . . . . .................................. *********************************** ,vãmente,
(I)
visão de alguns anjos que gravitam em elípticas, escondem pés, pernas, coxas, visões,
bando de morcegos albinos rodeando figueiras adormecidas, sem fruto, vãs,
e no alumbrar ao longe regressam algumas cores, sejam alucinações psicadélicas, sejam alucinações, sós, sóis
,insepultos.
,escrevo contra o que me lembro, senti-lo-ei sempre hoje, senti-lo-ia como ontem,
podê-lo-ei sempre sentir amanhã, qual grito, quão perto do silêncio absoluto,
vão.
,empederniram-se estas veias, mais cedo lavas, sim, apenas respiro,
sem ânsia, a morfina toma conta do corpo,
e o mar tão perto que lhe toco ao de leve, despenteio-o.
[contra o que me lembro, escrevo fragmentos].
(II)
,“- mira, já ali as tâmaras, a água, as náiades, mira gajeiro, já aqui!”
[, a miragem, renova-se].
Textos de Francisco Duarte
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