
,as garrafas de gin vazias
Data 23/11/2012 21:39:29 | Tópico: Poemas
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seja-me procura a ida, a vinda,
quando olho pela janela gradeada, medrosa, como se tudo fosse perigo,
assalta-me a nostalgia da liberdade, tudo novidade lá fora, ou aqui,
, e as mãos tateiam horizontes, ocasos, hecatombes que se perfilam, porque não?,
repete-se beirute, gaza, dar es salaam,
repete-se o outro que se liberta deixando o cordão umbilical estático, constante, repetindo-me, distorcendo-me,
“- ei, tu aí, dança!”
(I)
os lírios voam sem destino, nunca serão aves migrantes,
,resistem ainda ecos, destroços,
enquanto os corpos se reconstroem, e habita-me o cansaço, o som do piano num bar de terceira, algures , as garrafas de gin vazias, [sempre vazias...]
fitam-me olhares vazios, e palavras,
e mais palavras que não entendo.
(II)
,sejam procuras,
,sejam só idas, sem porras de regressos, fragmentos. [vazias...]
apenas mais um dia na vida....distorcido
Textos de Francisco Duarte
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