
À minha mãe Iracema (Mulheres em minha vida)
Data 23/11/2012 01:36:37 | Tópico: Poemas -> Dedicatória
| Terra, nuvens e astros, tudo voltou ao nada insondável. Tênue o rio se vai esfumando. O monte se desfez. Só resta uma sombra, o vazio.
Voa, voa ao infinito, águia viageira, suas asas sem cessar descrevem ondas, se contraem, se remontam ligeira. As nuvens, as árvores. Nada, só o horizonte.
Estás em pleno azul, azul que prende. Oh! As asas doem. Sem descanso ferem o ar. . . Ao fim se rendem. E cai, vai caindo, caindo pelo nada.
Cair, e mais cair, meio dormida, a meio despertar, seguir voando. Fatigar-se outra vez, tentar a saída. Calar, dormir em virtigo sonhado.
Ah!, sim, o único amor se subtrai ao coração, tudo ao redor se esfuma. E ela desmaia, volta, busca e cai, segue a miúde, voar entre brumas.
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