
,ténues formas de ramos quebrados
Data 10/11/2012 04:34:59 | Tópico: Poemas
| . . . . . . . * da natureza em tons de verde desbotado, um sol nublado, quão distante a nebulosa destapada, reaviva-se a esfera, o cilindro, porque não o cone,
memória nessas formas fundamentais que se sossegam, liberta-se a vénus da beleza endeusada, inexistente.
dilacere-se a tela, que apodreça num deserto de sal que se desfaça fúnebre, purifique-se, putrefaça-se,
(I)
,ténues formas de ramos quebrados que restaram em estilhas, estilhaçadas, vãs, almejaram um dia serem floresta por entre os traços fortes, impiedosos,
deste olhar silenciado atravessando árvores adormecidas,
[calou-se o silêncio que atravessava algumas árvores moribundas]
perde-se toda a terra de outrem,
(II)
ninguém novamente.
Textos de Francisco Duarte
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