
,com que outros incham
Data 05/11/2012 22:10:31 | Tópico: Poemas
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nada me surpreende, nem o adeus.
nem o trágico lenço branco ao vento, muito menos o beijo descolorado, respirado,
esperado, nem a tentativa de expiação desejada, ajoelhada, nem a culpa,
foi-se, que se encontre por aí perdido, nenhures.
Destas coisas da vida, restam os restos com que outros sobrevivem,
com que outros incham, rebentarão, (sem implodir)
também.
Aqui e ali fica o vazio, logo ocupado, e as palavras definham, estranham-se,
dir-se-ão injustas querer-se-ão justas jamais,
refugiar-se-ão por cantos esconsos fedendo, e deixarão a vida como o tédio,
já nada me surpreende,
nem o esvaziamento, nem o nada, nem o porra para isto tudo.
(findo, ou fim, tanto se me dá)
Textos de Francisco Duarte
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