
POEIRA DA SAUDADE
Data 05/11/2012 15:44:08 | Tópico: Poemas
| Poeira, Poeira no estradão Poeira, Poeira do meu sertão Não se vê mais poeira Devido a urbanização O asfalto cobriu toda a terra Poeira agora é poluição
Tenho saudades de outrora, vinil na vitrola, lindo amanhecer O velho fogão de lenha, vacas na ordenha, frio de tremer No céu a lua apontando, a mata clareando os confins do grotão Meu violão seresteiro, modas no terreiro a luz do lampião
Poeira..
Sapatão sujo de barro, lá no serrado canta o carro de boi Os velhos amigos, tempos antigos, sonho que se foi A mãe natureza inspirava o poeta uma nova canção As coisas tão belas, formas tão singelas do meu lindo sertão.
Poeira...
Vejo que os dias são tristes, o céu poluído não se vê tão azul Igual um manto estrelado, a noite se via o cruzeiro do sul Hoje estou velho cansado, fui peão arretado, há tempos atrás Ai que saudades da infância, tempos de criança que não voltam mais
Poeira dos meus sonhos não realizados se foram embora Este pobre matuto, coração de luto chora os tempos de outrora.
O tempo passa e fecha a porta, só nos resta a saudade do tempo que não volta mais.
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