
Balada do Amor Inexistido
Data 29/10/2012 16:59:07 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| Fosse o amor servido Em pranto frio, consternado! Fosse-o, inda mais, vivido E todo em mim, encarcerado! E quando volvesse imergido De um viver amargurado, Fosse-o amor esquecido, E inda todo sê-lo, passado...
E dói-me amor entristecido! E em segredo vou definhado! Meu olhar, endurecido, Suporta a dor, ensimesmado! Oh pesar tão condoído! Oh existir tão angustiado... Fosse-o, do amor, o rugido! E inda todo sê-lo, passado...
Rói-me um desgosto frígido No palpitar do peito cansado... Oh coração, amor inexistido! Oh sonhar, espírito arrebatado! Arrasta-me céu enegrecido! Sou a solidão do condenado! Fosse o amor, compungido! E inda todo sê-lo, passado...
Oh sofrer, em mim, jazido Sob lájea marmórea, deitado! Fosse-o, amor, existido! E inda todo sê-lo, passado...
(® tanatus - 14/12/2009)
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