
Realidade indigesta-Neila Costa
Data 08/10/2012 21:42:23 | Tópico: Textos -> Crítica
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Neila Costa
É realidade indigesta, Em grande parte funesta, As noticias publicadas Nos blogs e nos sites. É sempre alguém metralhado Num botequim qualquer, Sem nunca ter imaginado Que um dia teria esse fim. Para bandidos pouco importa A cor, a raça... a riqueza ou a pobreza! Hoje em dia ninguém escapa Da cólera desumana. Até o pobre, com seu mínimo salário, Não passa desapercebido Dessas feras marginais. Para delinquentes tudo é chalaça! Ai de quem em um assalto Der “trocados” por pirraça. Reze para não ser maltratado Ou receber grave ameaça. Tem mais: não faça birra, Nem seja malcriado, Se não quiser que te matem! Parece que hoje em dia A desgraça é natural! E é assim Em todo território nacional. Dos tempos parece o fim! Coisa do demo! Surreal! Se alguém é sequestrado, Sofre estupro, é surrado, Tem o corpo ou seus pedaços Largados em matagal. Se ao contrário, sofre assalto, Roubam-lhe os pertences e o carro, Muitas vezes comprado Com um dinheiro suado. E ainda tem que agradecer Sua vida terem poupado. E tem bandidos de moto Que assaltam a luz do dia, Em trânsito engarrafado, A senhora distraída, Não importa se feia ou atraente Que sem noção do perigo Fala ao telefone e dirige Com a bolsa no banco da frente. Sem falar dos apaixonados Que namoram na praça, Dentro dos carros, Que os marginais por graça, Ameaçam os infortunados!
Além disso, se comparar o tiroteio Entre policia e marginal Com filme onde há mocinho, E coisa e tal, O marginal faz papel De artista principal!... Enquanto o policial Que corre pela cidade, pelas grandes favelas Em busca desses facínoras, Para por fim a essas procelas São considerados bandidos!... Poucos sabem que nessa luta Muitos deles já morreram, Afinal, o combate é desigual! Por falta de um diferencial: Salário justo E arma especial. Por ironia do destino, O que é esquisito, É que ao marginal Ainda damos um mimo! Pois somos nos que pagamos Bem mais do que o mínimo Que ganha um trabalhador, Embora não seja nada original, Para mante-los em cela comum Ou em cela especial.
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