Quase Autofagia

Data 25/09/2012 23:07:00 | Tópico: Poemas -> Dedicatória

( Para Karinna )

Descobre-me o vento,
quando sei da alma fria,
silenciosa e náufraga.

Lágrimas apagam meus olhos.
Galhos secos se quebram;
As árvores sobrevivem
à saudade das águas.

Passos acelerados
correm para o nada.

Acordo na aurora
ainda estrelada.

As horas devoram
asas e pássaros;
sugam essências,
bebem o orvalho.

Coisas fúteis,
rimas inúteis,

consomem palavras
grafadas em cores,
pedras e palhas.


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