
SÃO COISAS DO AMOR
Data 24/09/2012 20:15:33 | Tópico: Poemas
| SÃO COISAS DO AMOR
Já passaram tantos ventos, mal me lembro Apenas guardo das paisagens o sabor E me diluo em todo o tempo, me desvendo Mesmo sabendo que não sei, eu não entendo Que leviandade doida é esta do amor?
Sinto um tremor cruel no freio da nudez Desfaço-me em farrapos, rasgo a batina No pranto dos olhos grandes cai a surdez Do homem que amou (não foi talvez) O que a vida lhe negou Mais que uma vez.
E hoje sei que nada sou, mas mesmo sendo Não seria o grande peso das balanças, É de retalhos o viver em que me emendo Mesmo sabendo que não sei, eu não entendo Porque damos ao amor falsas esperanças.
Porem É nos teus olhos que nasce a madrugada E nos teus lábios corre a fonte de cetim Os teus cabelos são o vento e a orvalhada Povoando o nada Que mora em mim. E o tempo pára, não entendo nem me importo Quando me embalas e me inundas de inocência Me torno vida nos contornos do teu corpo E encontro meu amor, Minha existência
Beija-flor
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