
[ … se a terra pariu flores]
Data 05/09/2012 20:58:42 | Tópico: Poemas
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… se a terra pariu flores e searas que o vento enlaça, símiles a mares enterrando sonhos e destinos que as maresias transportam para tão longe, mores os sigilos escondidos, em ti, em mim.
Dos perenes múrmurios que restaram, hoje que sejam gritos.
Oiço ecos, um dia relegados como procelas invadindo desejos redentores, anseios extasiados,
oiço estrelas pelo indesmedido sonhar, apenas sonhos onde a mímica dos lábios expressava o que se queria ouvir, entender,
tantas horas mirando, o nascer, o pôr, o sol, enfim, solilóquios não desvendados, vã surdez.
Ser-me-ás sempre réstia de luz pelas noites, quão breve esta vida me seja.
[… se a terra pariu flores e searas que o vento enlaça, que seja permitido perpetuar-me no aconchego do teu ventre, enquanto este salso mar me assola]
“Amor” “... Acalmas e redobras e de ti renasces a toda a hora. Cordeiro que se encabrita e enfurece e logo recai na branda impotência” (Irene Lisboa)
“- Na verdade vos digo, os pássaros que morrem caem no céu e as cinzas de Maria Callas vogam pelo mar Egeu.” do ciclo uma sílfide adormeceu no leito de uma orquídea branca.
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