
Confissões de Bar
Data 24/11/2007 20:42:36 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Confissões de bar
Sentado defronte aos meus devaneios mergulho em infindáveis oceanos de ócio,álcool, fumaça e paixão. Escrevo minha vida em folhas soltas, em guardanapos rotos, em rostos outros, em tantos cantos, cantos tantos e tantos... Minha caneta se reabastece nos prantos dos bêbados, notívagos, prostitutas, guardadores de carro, vigias, porteiros, marginais, boêmios, perdidos, carentes. Escrevo meus versos nos papéis catados nos bares, nas casas, nos parques, cemitérios, presídios, prostíbulos, teatros; e continuo minhas linhas nas almas, corações, rostos, olhos, sorrisos, estômagos, âmagos, entranhas, veias, artérias e corpos e corpos e corpos... E escrevo a vida, os sonhos, delírios, vícios, ilusões, tristezas, alegrias, falsidades, atrocidades, paixões, razões, realidades, delícias, tesões. Sou poeta, lúcido, louco, puto, bêbado, boêmio, miserável, pobre. Enfim, sou mendigo das emoções, carente que sou.
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