
Foste
Data 28/08/2012 05:03:47 | Tópico: Poemas
| Jogado no chão meditando ao girar da luz, Pensando numa canção que eu nunca compus Relembro o que agente fazia: Sempre agitando, escrevendo poesia, Movimentando entre palcos e tablados Se eu pegava o mic, tinha rima de modo desacerbado
Nesses dias sempre se fazia, Manifestos intragáveis eu dizia o que queria Sem se importar se era aplaudido ou vaiado Defendo a ideia com a carne e fico todo ralado Quando saio no tapa até pareço ativista Duma causa bem maior que mero pseudo anarquista.
Relembro sempre o que agente fazia Calça street puída sempre cheira a nostalgia Dando um role de bobeira na rua Ou dropando bailes no Rio A filosofia rolava de forma nua contra este estado sombrio.
Existem vários esquemas, Divididos por mandalas Cada qual contra um problema Que nasceu numa esquecida senzala Por isso se lutava sempre contra o mal Para conservar a poesia mesmo no verso final.
Tiago Malta, Rio de Janeiro 08/11/2002, Do quinto Caderno da Sabedoria
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