
[Das petalas espalhadas pelo chão]
Data 20/08/2012 21:54:37 | Tópico: Poemas
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Das petalas espalhadas pelo chão que cairam do teu ventre, apanho-as uma a uma,
chamar-lhes-ei de vida.
E quando as coloco em vasos de cristal, onde o sol bate desde a aurora, vejo-as renascerem em flor, acolhem-se então as aves fugitivas sem poiso.
Da nudez de sonhos teus, qual tafetá que te cobre, tento agarrar algum que seja,
enquanto a noite aguarda o nascimento de uma nova estrela cadente,
chamar-lhe-ei então de encantamento.
Quantas estrelas encerras em ti, perguntar-te-ei.
“... Parecia uma esmeralda e é um ponto negro na pedra. Foi luz alada, pequena estrela em rápida seta. Quebrou-se a máquina breve na precipitada queda. E o maior sábio do mundo sabe que não a conserta.”
(“Máquina breve” Cecilia Meireles)
“- Na verdade vos digo, os pássaros que morrem caem no céu e as cinzas de Maria Callas vogam pelo mar Egeu.” do ciclo uma sílfide adormeceu no leito de uma orquídea branca.
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