
rasgue as vestes num pano de guardar silencio
Data 16/08/2012 01:11:14 | Tópico: Poemas
| velhos muros, teu sangue e a cor dos olhos apagai-vos como uma foice rápida traga qualquer chuva, uma garra delicada menor que uma palavra
rouba-me a alma como quem rabisca o sagrado deixe (só) meu vulto ao redor
converte-me em veneno quiçá uma assassina ardente que mata de modo suave lento... súbito
rogai-me em tua boca como sinos imóveis peito em suspensas fugas ... num mundo tão morno brinque com o verbo e o tempo
traga-me o infinito em golpes precisos como uma oração cantada desenhando o pecado longe do tempo e das horas
como quem sopra o ar e nada vê porque está olhando com olhos sem firmamento guarda-me em um par de asas no mero abandono de um silencio
Vania Lopez
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