
[ … e criam-se ciclos em circulos como se
Data 04/08/2012 20:21:44 | Tópico: Poemas
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… e criam-se ciclos em circulos como se o amanhã chegasse breve quão rápido se desvanece o ignescente dia em verão que se dispersa sem jamais se ver.
Ainda te vejo a segurar algumas ondas invocando as manhãs por onde nos despimos de nós,
nudez no salso mar só nosso por um momento.
Penso-te.
[Sentir-te-ei sempre quão perto este mar é de mim, … sentir-te-ei pelo silêncio das noites, … sentir-te-ei pelas auroras refletidas em corais infindos].
Olvido-me esperando-te.
Regressa a sílfide das orquídeas brancas que um dia me ofereceste e mesmo que me segregue por breves momentos,
sempre ouvirei as estrelas quais rouxinóis que anunciam o teu amanhecer...
“ - E o mar ?” Perguntar-me-ás.
Jamais o deixarei longe de mim, responder-te-ei.
Jamais negarei que o tentei.
E o ciclo exorcisa-se. Os ciclos são assim, acabam-se uns, começar-se-á outro algures no tempo e no espaço com outras palavras, outras experiências, outras histórias, ou sentimentos, outra escrita, e essa é a importância da palavra, reiventa-se.
Este termina aqui, [“do ciclo, as palavras não têm prazo de validade. “ Riva la filotea. La riva? Sa cal'è c'la riva?” (Está a chegar. A chegar? O que estará a chegar?)], fim.
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