
ARTE de UMA REVOLTA
Data 19/07/2012 03:03:38 | Tópico: Poemas
| Chovem estrelas no meu jardim e nos parágrafos vazios da lei meus últimos momentos são apoteoses fúnebres sem pomba branca pousada na cruz das memórias chovem estrelas nos viadutos vestidos com a arte de uma revolta que espalha cadáveres alegres no chão
Eu quero tanto falar do amor quero tanto meu coração é uma brasa estalando melodias e só o corvo ganha os ares pelos versos meus eu quero tanto falar do amor você é o significado do Bem e do Mal que mataram minha alma no duelo das ferocidades
Vago vândalo vasculhando valas e vagões viagem ao som dos violões cibernéticos vítima e vilão vagabundo no estágio final da morte anunciada quando vencer é santo qualquer que seja a conclusão e o pedido
Eu quero outra porta porque preciso de novas verdades para escutar bêbados os convidados e os ladrões quando Cartago apagou até as ruínas perdida a poesia ao caírem os elefantes e mesmo assim cambaleio - a estrada leva ao precipício
Sangrei demais para dizer Amém as botas de neon da alma negra provam: é no silêncio que o amor é intenso, eu quero você, quero você e quero tanto, meu desejo é o som da fúria que é saudade da única mulher, encontrado no ventre aberto em pleno amor o que é sagrado porque a mudez é imperiosa
Procuro o velho da caverna aonde há respostas sei que a posição das estrelas muda o jogo no alforje a verdade enlatada não diz o que espero mas do Oriente aprende-se a venerar apenas o que resolve
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