
A Rua da Biroska
Data 18/07/2012 11:13:11 | Tópico: Poemas
| A mulher que o tempo dobrou, embala a criança de nome estranho e ri da miséria que o pintor Modernista não pintou. À sua direita, na sarjeta comum, uma moça de saia curta mostra o que se advinha, enquanto sonha com o Rapper que haverá de lhe tirar daquela vida. Homens vãos olham-nas de longe e talvez lhes imaginem nuas ou mães e entre tais desejos proferem acanhadas grosserias. Noutra esquina, na soleira da Biroska, o neo Revolucionário proclama a neo Revolução que a todos redimirá, mas o seu discurso tosco não encontra eco no funcionário da Metalúrgica que arrasta as pernas cansadas pelos tantos carros que fizeram.
E no fim, a noite a todos recobrirá. Como a vida sempre lhes fez.
|
|