
[… e tantas foram as manhãs que me escureci
Data 03/07/2012 04:09:14 | Tópico: Poemas
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… e tantas foram as manhãs que me escureci sem me amanhecer, cousas que me habitavam, promessas fossem, da sede que não se estancou, arribaram-me desertos.
… E se por um beijo teu que fosse, Mesmo estranho e provisório, Mesmo nesta vida que jamais me modificará, Me desabitasse de vez, Haveria de me lançar do promontório Que um dia desafiei. Cumprir-se-ia silêncio.
Cessar-me-ia.
… E tantas foram as noites que não presenciei O teu sonho interrompido.
experimental, palavras rabiscadas numa Moleskine com prazo de validade. Cousas, ou coisas?
"De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo.
A oeste a morte Contra quem vivo Do sul cativo O este é meu norte.
Outros que contem Passo por passo: Eu morro ontem
Nasço amanhã Ando onde há espaço: – Meu tempo é quando."
(Vinicius de Morais "Poética")
Arribar – aproar a sotavento Cessar – parar, acabar, deixar de sentir
… [“do ciclo, as palavras não têm prazo de validade. “ Riva la filotea. La riva? Sa cal'è c'la riva?” (Está a chegar. A chegar? O que estará a chegar?)]
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