
SÁLVIA
Data 23/06/2012 11:48:55 | Tópico: Poemas
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Quadro de Indra Grusaité
Queimo sálvia enquanto a mente aquieta as palavras exaustas, a boca endurecida, a vida procurando pela vida.
O que ontem eu fui, dorme intranquilo nesta música que tocou apenas para mim.
O cheiro abraça-me: a magia começa com a emoção. Abro o terceiro olho, vasculho-me, olhando por dentro de minhas sombras.
O momento é manso e manso é o devir. Aqui apenas o infinito, eu maior do que sou.
Estrelas multiplicam-se em constelações, Netuno sai do mar, Ôrion atira sua flecha em mim, ferindo-me mais uma vez, caçando o que já me faz falta.
No nada, há o tudo e eu, eu que sou quase nada, sou o mar que abarca o mundo.
Karla Bardanza
Copyright © 2012 Karla Bardanza
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