
O Lacáio!
Data 17/11/2007 13:00:00 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Eu vivo do apetecível Sem infringir o viável! Nas espeluncas da vida, Em cabotagem contínua, Navego nas periferias De incansáveis ambições.
Não questiono o revide Nem revolvo as mazelas. Sou travesso na decência Sem macular os padrões: Sou uma luz mortiça No fundo do calabouço!
Sou uma mera bijuteria Em almofadas de lágrimas Na fina joalharia da vida. No revezar dos prêmios, Sou apenas um vil troféu Na prateleira do verdugo.
Neste mundo narcisista Sou um magistral lacaio Servindo a garboso vilão. Em minha capitulação, Servil e sem queixumes, Aplicam-me doridas penas!
Porém... Nada é imutável No velejar de nossas vidas À caminho do infinito. Quem se julga da justiça A pálpebra... Será, em breve, um mero... Joanete!
Da profunda masmorra A luz do justo ofuscará O pseudo-reino da terra. Carótidas em cacoetes: Secarão o sangue do ímpio Imolando a sua força vital!
(aa.) S . A. Baracho. conanbaracho@uol.com.br
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