
[… viajaste no teu inverso à deriva
Data 04/06/2012 03:32:35 | Tópico: Poemas
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… viajaste no teu inverso à deriva, duvidando do fim da primavera quão recolhida era,
queixume que sangrava
quando recolhias as asas dos pássaros mortos em pleno voo,
e de nada te serviam as cores soltas, que, de tão exuberantes, persistiam escondidas nos olhos teus, [dos olhos meus].
Singradura que quiseste esmerilar, mesmo nesse inverso à deriva,
e, no dia que regressaste, naquela mansidão cadenciada, enquanto o dia se desvanecia pelo poente,
o meu olhar aguardava-te.
Nos búzios que recolhi, voltei a ouvir a voz do mar,
[meu amor].
… [“do ciclo, as palavras não têm prazo de validade. “ Riva la filotea. La riva? Sa cal'è c'la riva?” (Está a chegar. A chegar? O que estará a chegar?)]
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