
TRISTEMENTE VIVO
Data 03/06/2012 20:03:04 | Tópico: Poemas
| TRISTEMENTE VIVO
Podia falar-te das bermas sombrias Do por do sol e das luas de Agosto Podia beijar-te como merecias Mostrar-te o amor, como tu podias Ser apenas brisa tocando meu rosto. Queria mostrar-te como nasce o tempo Das colheitas fartas no queimar da pele Levar-te nas asas extensas do vento E por um momento Ser o teu corcel. Julgava que querias saber-me confesso Na cave perpétua que sempre escondi Mostraste-me a vida depois do regresso Eu acreditei na esperança do excesso E lavrei a terra que nascia em ti Podia oferecer-te o riso dos prados A voz das cascatas depois da monção Ser a penitência pelos teus pecados Que prendes, coitados São pura ilusão. Podia falar-te, mas não queres ouvir Te escondes incerta por trás do sorriso Agarras o tempo que sentes fugir Vergando ao limite, deixando fruir a tristeza imensa de me sentir vivo.
Beija-flor
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