
Letra do Verso
Data 01/06/2012 22:25:59 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| A caneta é a arma da paz O caracter é a religião A palavra escrita é audaz A falada é tentação
O diacrítico é fugaz A consoante, escrevo-a à mão O analfabeto é quem não faz eterno, o seu Amor de perdição
E como a água, escrever é premente que a bebo dos poços do ego sacio a sede ao descrente
da palavra escrita crio um credo crede em quem não mente O amor escrito, eu não vos nego!
Amo a consoante e a vogal como te amo, e amo Deus A escrita é o canal dos doutores e dos plebeus
Amo o sacro e o carnal O duplo ‘V’ dos fariseus E ninguém me leva a mal Se eu até amar os teus!
O duplo ‘o’, uma volúpia O ‘A’ é um falo ereto! Abre-as em ‘M’ minha lúpia
inebria-me o intelecto o teu ‘V’ quero nesta núpcia De Pessoa, sou o neto
Cada letra é uma bala cada gota de tinta, mil de sangue de um Poeta que só vos fala do esotérico, e de Amor langue
Um Poeta que a mulher gala Não há ninguém que vos engane enquanto lerdes quem vos regala o intelecto e não o sangue
Cada pretérito, uma mulher Futuro do indicativo: não o sei! O condicional, para quem souber
A escrita e a letra são a Lei Vede quem quiser Os versos, que vos oferendei!
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