
VALSA ESTRANHA
Data 16/11/2007 18:18:47 | Tópico: Poemas
| Há uma dança infinita, que em passos eternos se perpetua. Nela, a alma se expressa, nua, em palavras que rodopiam suaves trejeitos, ou em fortes marcações de ritmo e silêncio. Nela, somos dois, nessa mistura de criador e criatura, em floreados engajamentos, e refinadas vênias de valor silente. E em cada dança consumimos algo que ainda estava por dizer, reduzindo a outros passos e condicionando a outros volteios aqueles sonhos e anseios que ainda ninguém dançou... Mas dançamos sós, sempre sós, com as palavras, porque todas as danças evidenciam a solidão do par, que se ama enquanto dança as frases de uma vida inteira !
( o salão, um imenso soalho de papel, quase não guarda memórias das nossas histórias, perdidas por entre as evoluções das palavras dos outros...)
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