
(de)Lírios de ilusão óptica
Data 18/05/2012 23:41:47 | Tópico: Poemas -> Humor
| P'ra história que vou contar, tenham lá santa indulgència, se o real assemelhar será só coincidência...
Eras uma vez, poeta, um róseo lírio do vale, mas de escrever tão pateta, que de TI nem digo mal;
(Ele há gostos para tudo, assim é que deve ser, uns vêem pelo canudo, outros vêem para crer...)
Mas, tu, poeta sublime, para os teus muitos credores, o parecer era unânime: os beijinhos são louvores.
Mas havia os que prezavam a língua que é nossa pátria e tanto te assobiaram que partir foi melhor táctica.
Poeta é sempre poeta, e não se fica sem troco, fez comichão a caneta, o braço ensaiou o soco:
"-Ai não deixam eu em paz? diz que não sei de sintaxa?... pois vai ver como si faz, dou um prémio a quem me acha!"
Foi aí que essa idéia de voltar em modo anónimo apanhou todos na teia do teu novo heterónimo.
Foi brincadeira de merstre, não há dúvida, sim senhor!, assumir o que se veste é afronta p'ro calor...
Imagino o riso fino em gozo já travestido: "ah, desta vez desatino, ofereço ouro ao bandido!
Tantos erros a apontá, é trabalho pra caramba, e se eu seu eroticá...? vai té dar fuxico e samba!
Daí... crio outro perfiu, assim troco galhardete, carinho e beijinho, viu? -e faço dois brilharete!"
Daí II, deixa eu pensá... para que o IBOP suba nada como eu criá um outro tom da cor rubra!
(...agora chame eu de...bolha!)
...
Vou acabar por aqui, isto nem vale a atenção, o labéu, nem li nem vi, beijinhos no coração!
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