
Pranto Solidão
Data 15/05/2012 02:25:50 | Tópico: Poemas
| Em meu semblante há uma tristeza aguda, Uma indiferença que corrói o patamar de minha vida, Agiganta-se um sol que rasga a consciência desenvolvida E uma chuva que cai num solo infértil que não se aduba.
Em meu olhar o brilho fenece diante da melancolia E as lágrimas rastejam seduzidas pela ilusão, Já não sonho saudades, devaneio solidão Gangrenado pelo assédio insensível de minha alquimia.
Indecorosa estiagem safena as veias do meu sentimento E nem a mais fina agulha sutura a ferida do meu tormento Deixando o sangue escorrer célere sem rastros de cicatriz...
Em meu peito há um coração que bate desolado Acompanhando o tique-taque de um relógio mal amado Que pranteia nos segundos do tempo a impossibilidade de ser feliz!
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