
Memórias que tendes
Data 11/05/2012 06:52:48 | Tópico: Poemas
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Vagueáveis, flutuando pelas memórias que tendes na mente, inquieta, impetuosa, inundada de vida, como se faz quando se procura a solidão. Rebuscáveis o passado … recordando. É algo prazenteiro que faz parte do ser.
Nessa busca incessante, encontrastes um episódio. Um episódio de amor puro, ternurento e belo. Recordas-te o beijo fugido que roubas-te … cigana, Naquela escada de pedra que fazia parte de vós. Foi numa inocência perdida, que não tendes agora.
Tempos em que os jovens sonhadores, com ensejos de Dom Quixote … Sonhavam com projetos tresloucados, Sonhos doces como mel que vos deleitavam.
Enchiam de prazer só de pensar o amor. Ó o amor! Era tão deslumbrante, atraente e puro! Quando contempláveis os adolescentes olhos vibrantes, Cintilantes de luz. Ali se viam e logo se perdiam!
Os olhos brilhavam de paixão! O corpo tremia, só por ver o amor. A mera presença, um mero toque … um tremor! O cheiro a flor virgem que emanáveis!
Sim! Sentis saudades desse tempo. Uma época de glória e de conquistas, em que se lutava pela pureza do amor. Eram sublimes esses momentos de inocência!
Foram tempos harmoniosos, recordados com ardor. Lembrados com melancolia, num misto de carinho e saudade. As meras trocas de olhares, dos quais se vivia, ou de um mero beijo furtivo que vos nutria!
Sim, eram belos esses tempos, inesquecíveis … E dos quais vos recordareis nesta vida …de saudade!
João Salvador - 16/08/2010
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