
Vida agonizante
Data 03/05/2012 11:25:04 | Tópico: Poemas -> Sombrios
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Transluz unissonante o horror da sala de tortura, as aflições, os martírios, os tormentos da criatura, estão abertos os portões do inferno nos arredores, transpirando agonias, muitos padecimentos e dores. Na tribulação manifesta era forte o cheiro de morte, ali no chão tisnado de sangue, da ruína o consorte.
Ele tentou não chorar, porque era grande o suplício, não tinha ideia do que era a dor, sequer um indício. Mas sabia que existia a ele uma pena, um malefício, que consumia as carnes tenras num raro sacrifício.
Ele gritava como caindo num abismo, num precipício, nada mudava, restava real como verdadeiro hospício, E o auspício de perder a razão era reles desperdício, perdida a consciência acordado era com vil artifício.
Pressentindo o final decidiu suportar a desventura livrar-se da vida, pois dela não temia a ruptura, não procuraria mais os meios para evita-la, enfim então seria submisso, mas decidido, sentindo o fim, invadindo o corpo ferido, dissipando o medo sonante, realizando o auspício esperado da vida agonizante. by ArysG@ioVani
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