
Desértica Saudade
Data 08/04/2012 18:26:21 | Tópico: Poemas
| A saudade conspira contra as epopeias do destino Tentando transviar a dor do seu leito indigesto, Sufocam-se anátemas vazios que tanto detesto Para erradicar-se sistemas que provocam desatino.
Nos peremptórios terrenos há cinzas de vulcões desativados Onde lamaçais e pântanos desnutrem a terra virgem, Folhas secas que caem dos mais variados matizes tingem A paisagem do solo infértil de um húmus desconcentrado.
Na vasta planície fecundam-se sonhos de outrora E em profundos planaltos a esperança vai embora Deixando-se inóspitas as várzeas solitárias que choram...
Há pecados que a natureza enferma reprime E uma combustão de ácidos que a poluição imprime Na desértica impressão que uma casuística saudade desfolha!
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