
Reminescência
Data 06/04/2012 15:58:26 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Vivia sempre por etar morto, Talvez pelo meu intimo desejo de o estar. Os dias iam, nada a sentir e a buscar, Sentado rotinamente neste porto. Daquelas trevas em que me encontrava ao fundo, Com um cheiro agradável me fez levantar, Ao buscar a rosa que me atraia, Em uma puxada abalou meu mundo. Eu via as cores como se nunca as houvesse enxerado Senti que estive dormindo Como pude? Mas agora, Ah agora, eu estava acordado Queria viver tudo o que perdi. E quase como que por ironia, A tua mão, aquela mesma, Me empurrava ao chão e sorria Da total desventura minha. Por tempos me fez desejar as trevas novamente Queria voltar a nada sentir Ao menos na vida rotinada Nao sentia nada, nem a dor que o mundo deveras sente. --- As meias pretas que calço Apertam meus pés À maneira que as saudades... Viajo ver o mar As ondas que em suas oscilações, Massageiam a areia Que em extase se joga ao fundo. Deixando-me ser levado Largado em meio A um oceano de prazer Em um momento de calma, Afogado. Desperto de terno, Mala em mãos, Um olhar muito sério, E nada então. Sem saber o caminho De meu presente, Memória as tinha Porque tão inconsequente? Esse é meu primeiro envio ao fórum, Este poema escrevi a um tempo, na verdade sendo dois distintos que percebi certa relação e postei juntos por ver uma continuidade. Agradeço por comentários haha!
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