
VERDES VINHAS
Data 31/03/2012 07:59:22 | Tópico: Poemas -> Alegria
| VERDES VINHAS
Da noite, sem silêncio e tão comprida, até a manhãzinha, com o sino da ermida, muito barulho, durante a noite aconteceu. Bem cedinho, canário, sabiá e o rouxinol, cantam, para dizerem bem vindo ao sol, mais um dia, que no ranchinho amanheceu.
A noite nunca vejo por aqui o calango, mas ouço os tristes pios do curiango, as vezes o lamentoso uivo de um cão. Já na tarimba, aqui no meu aconchego, vejo pela janela o voo rasante do morcego, como se fosse o acento, da palavra solidão.
E a tarde no céu, a bando das andorinhas, mudam a paisagem, coberta pelas vinhas, desde o amanhecer, todo dia essa rotina... Depois que se cala, o meu vizinho sabiá, vem em seu lugar os uivos do lobo guará, assim que acender a primeira lamparina.
GIL DE OLIVE
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