
Carícia Suprema
Data 31/03/2012 00:25:45 | Tópico: Poemas
| Amanhece o dia em raias sanguíneas. Porém o espetáculo me é indiferente. Não vejo deuses em carruagens ígneas Percorrendo o céu em busca do Oriente.
Acho que me mordiscou a melancolia Com o seu mais afiado e pontudo dente Pois não ouço mais o cantar da cotovia Nem o do rouxinol o canto entorpecente.
Não tenho mais contentamento e alegria Tenho apenas a noite e o dia pela frente, Apenas o meu velho violão como companhia, Como paliativo para meu coração doente.
Mas não quero fazer ser triste este poema. Nem quero que seja de lágrimas a poesia. Por isso eu te deixo minha carícia suprema Quebrando as correntes. Tome tua carta de alforria.
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