
arde o horizonte da nossa contemplação
Data 28/03/2012 17:40:56 | Tópico: Poemas
| poisam as fagulhas doentes nos intervalos da terra queimada e na outra, virgem deste lesar, ao suspiro de um vento que não acode ao salvamento.
o fumo avassala a serra numa espessa nuvem, que só transmite calor e uma dificuldade no respirar.
este vil sofrer do apaziguar sem contemplação, nos submete ao desapreço do desassossego.
na naturalidade das coisas… há o gesto criminoso que tanto maltrata o que nos rodeia.
o desatino não tem medida, a incompreensão não se revela.
tanta coisa se perde… sem a transformação devida e salutar da Humanidade.
e o crime tanto compensa a baixeza das mentalidades, sem preconceitos.
cada vez mais… nos sentimos tão pequeninos.
António MR Martins
2012.03.28
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