
O nojo
Data 23/03/2012 00:07:35 | Tópico: Poemas
| Encontrei um tipo a vomitar a própria sombra, no candeeiro da esquina da avenida do Ar com a rua do Mar, em frente à taberna jaguar pensei o que fazer quando as palavras enojam e tudo à volta delas? A maior mer.. é a mer.. impingida como se fosse outra coisa ou, pior ainda, como se não fosse mer.., ou, ainda mais, como se fosse coisa boa. Se estas palavras enojam, não há remédio. O remédio “não leias” é um veneno. Um bom remédio não é possível. Enquanto as palavras não te enojarem de morte, serás grande ignorante. À medida que te fores enojando, serás um ignorante cada vez mais pequeno, até não seres nada reflecte lê fala. Escreve. Vale a pena. A pena. Agora, entra o retórico em palco e até o oxigénio imprescindível para respirar se torna asfixiante. Estado de coma. O oxigénio do retórico é o coma dos outros. Cuidado com a retórica. Perigo de morte. Afasta-te. Cague com classe! Que arte?! C… com classe. Borrar com classe. Classe. Escrever…mer... Escrever com…mer... A mer.. é o menos, é o nada (que existe). Escrever é que é.
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