
[Acorda-me]
Data 20/03/2012 18:37:07 | Tópico: Poemas
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Acorda-me quando os primeiros cravos florirem, até lá esqueçe-me como eu esqueçi que existi,
[o odor da baunilha impregna o ar e a terra cor da canela ainda mantem as pegadas dos nossos primeiros passos], acorda-me.
Pouco mais me interessa resta-me o mar sem amarras, dizem sem margens, que fazer [?] pela noite dispersa repetindo uma lua orfã de vida esplendorosa nos poros abertos, tantas as crateras, que fazer[?],
e, rufam os tambores clamando primavera, em outonos que se renovarão noutro trópico, acorda-me quando março terminar, mas não me ressuscites se eu estiver morto.
[se sentires o meu respirar ofegante devolve-me ao mar que me tem acompanhado nestas tantas idas e vindas tantas como os ondeares dos meus cabelos desalinhados pela brisa ao por-do-sol]
Acorda-me quando os primeiros cravos forem colhidos,
não me ampares, deixa-me respirar o cheiro da maresia que trazes em corais tatuados no teu peito.
Acorda-me, e,
salpica-me de ti.
La Folie, dos irmãos Marx,...
O Transversal “La Folie, Lydia the Tattooed Lady, dos irmãos Marx,... das viagens, das estações do ano, das partidas e de alguns regressos...”
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