
«« Crendices de um poema ««
Data 19/03/2012 00:18:30 | Tópico: Poemas
| Crendices e cobiças Dor de cabeça onde alfinetes Espetam certeiros, intermitentes Os pensares imploram olhares Raivas ocultas, masturbação inglória Deixa na retina o acre da história Tal pilone ornamentado por estátuas mortiças Na cera deslavada cai o ocre do desejo Atenção, antecede os cornos do veado A juba do leão, o barro De tão velho cheira a morte Abutres intransigentes desfalecem Os deuses por fim têm o altar almejado As cortesãs esfaimadas ajoelham
Aos poetas resta olhar Olhar numa conivência aparente Batam palmas ao descrente Que o poeta benevolente Abre as portas de par em par.
Antónia Ruivo http://escritarubra.blogspot.pt/
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